CURIOSIDADES: DUMBO, da Disney, que estreia nos cinemas brasileiros em 28 de Março
Filme de animação original:
ERA UMA VEZ – A história de “Dumbo” remonta a 1939, com uma novidade criada na época que se chamava Roll-A-Book – uma espécie de caixa com pequenos botões que os leitores giravam para ler a história através de uma janela. “Dumbo, o Elefante Voador” é de autoria de Helen Aberson e Harold Pearl. Se o Roll-A-Book foi realmente produzido algum dia ainda é um mistério – até hoje nenhum foi localizado -, mas quando Walt Disney adquiriu os direitos de Dumbo, publicou cerca de 1.430 cópias da versão de livro convencional da história.
NOVAS INSTALAÇÕES – “Dumbo” foi um dos primeiros longas-metragens finalizados no novo estúdio da Disney em Burbank, inaugurado em 1940, que foi construído graças aos lucros obtidos com “Branca de Neve e os Sete Anões”.
CURTA DURAÇÃO – “Dumbo” foi originalmente programado para ser um curta de 30 minutos. Entretanto, acabou estendido para pouco menos de 64 minutos (o que fez dele o segundo filme de animação mais curto da Disney, depois de “Alô, amigos” de 1942, que tinha apenas 42 minutos de duração).
BOCA FECHADA – No desenho animado original, Dumbo – que conquistou os
corações dos telespectadores no mundo todo – não fala, embora a Senhora Jumbo,
Timothy Mouse e muitos outros animais o façam. Na releitura da história feita por Tim Burton, nenhum dos animais fala.
Releitura em live-action:
FECHANDO O CÍRCULO – O diretor Tim Burton estudou animação na CalArts, assim como vários cineastas que viriam a trabalhar em produções da Disney, incluindo Chris Buck (“Frozen”), John Musker (“Moana”), Mike Giaimo (“Frozen”), Glen Keane
(“Enrolados”) e Rich Moore (“WiFi Ralph – Quebrando a Internet”). Tim Burton trabalhou no Disney Animation no início dos anos 80, e dirigiu dois curtas para o estúdio (“Vincent” e “Frankenweenie”). Mais tarde, escreveu e produziu o fenômeno cult de 1993 em stop motion, “O estranho mundo de Jack”. A releitura de Burton de “Alice no País das Maravilhas”, em 2010, ganhou o Oscar® de melhor figurino (Colleen Atwood) e de melhor direção de arte (Robert Stromberg, diretor de arte e Karen O’Hara, cenografia).
MAGIA ANIMAL – A releitura em live-action de “Dumbo” utiliza efeitos visuais de última geração para retratar Dumbo e vários de seus companheiros de quatro patas.
PIUÍ PIUÍ – Utilizando o design do trem do filme de animação “Dumbo”, os cineastas responsáveis pela releitura em live-action construíram um trem Casey Jr. em tamanho real para o filme. No entanto, como o Circo dos irmãos Medici está longe de ser novinho e reluzente, o trem teve que ser envelhecido para ter aparência de tinta lascada e desgastada, e assim refletir apropriadamente o estado do circo.
APOSTA NA SIMPLICIDADE – O diretor Tim Burton e sua equipe de produção
queriam fazer jus ao visual minimalista e expressionista retratado no filme de animação original. Para garantir essa mesma aparência no universo live-action, eles estudaram film noir (técnica que simula uma exposição de filme preto e branco com um filtro amarelo) e usaram estratégias de iluminação para criar ambientes mais despojados,
estabelecendo, dessa forma, um equilíbrio entre o realismo e o expressionismo.
MONTANDO A BASE – “Dumbo” foi filmado nos arredores de Londres, no Pinewood Studios East – tornando-se o segundo longa a ser filmado na nova área da famosa instalação cinematográfica.
O MAIS REAL POSSÍVEL – A equipe de produção construiu o máximo possível do Circo dos irmãos Medici e da Dreamland para embasar a história no ambiente original.
CAVALGANDO NO SET – Colin Farrell não é um novato em equitação e já apareceu
em vários filmes que exigiram extensa habilidade de cavalgar (“Alexandre O Grande”, “O conto de inverno”, entre outros). Mas, quando o roteiro de “Dumbo” descreveu seu personagem como um ex-astro de circo, famoso por suas apresentações sobre o cavalo, Farrell precisou treinar com um instrutor de equitação.
GEEK DA CIÊNCIA – O departamento de suporte “equipou” Milly com diversos livros da física Marie Curie para mostrar a paixão da personagem pela ciência. Nico Parker, que interpreta Milly, passou algum tempo estudando os livros para entender melhor sua personagem, embora alegue não compartilhar das inclinações científicas de Milly.
ACESSÓRIO SELVAGEM – O ator Roshan Seth, que interpreta o encantador de
serpentes Pramesh Singh, carregou com tranquilidade uma cobra píton de verdade em volta do pescoço em quase todas as cenas nas quais aparecia.
CHEIO DE PEIXES – O tanque que abriga a Miss Atlantis foi construído com paredes duplas – um tanque interno que revestia o tanque maior foi preenchido com água e peixes para criar a ilusão de que ela estava debaixo d’água.
INCLINANDO AS ESCAMAS – O traje da Miss Atlantis foi feito com mais de 100
escamas sobrepostas, costuradas a mão. Alternando fileiras nas cores preto e efetivamente colocados. Pelúcias verdes e fantasias de elefante também foram criados para ajudar a estabelecer o campo de visão.
DOCE MELODIA – Sharon Rooney, que interpreta Miss Atlantis, foi a escolhida para cantar a icônica música “Baby Mine” no filme. A música ocupa um lugar especial no coração de Rooney – sua avó costumava cantá-la para ela quando ela era criança.
Rooney também teve que tocar o ukulele para fazer a cena. Ela nunca havia pegado no instrumento antes, mas precisou de apenas uma semana para aprender a tocar a música.
AMO UM DESFILE – Para a sequência do desfile da Dreamland, a equipe da figurinista Colleen Atwood criou mais de 200 figurinos para os artistas, além de mais 500 para os personagens que fazem parte do público.
UM POUCO DE GINGA – A equipe responsável pela animação dos elefantes levou a tecnologia disponível a um outro nível, adicionando pele escorregadia, flexionando músculos e balançando a gordura para dar aos animais uma sensação de movimento.