Com glúteos, abdômen e braços também afetados pela perda de volume e firmeza, especialista explica como os tratamentos podem recuperar o contorno corporal e por que começar agora faz diferença para os resultados na estação

Beautician doing Injection into female buttocks, body mesotherapy

As canetas emagrecedoras transformaram a relação de muitas pessoas com a balança, mas também trouxeram uma nova preocupação aos consultórios de medicina estética. Se o chamado “derretimento facial” ganhou destaque pela perda de volume e flacidez do rosto após o emagrecimento, outras regiões do corpo também sentem os efeitos. Glúteos menos firmes, abdômen com excesso de pele e braços mais flácidos estão entre as queixas de quem perdeu peso e agora busca recuperar o contorno corporal.

Com a proximidade do verão, essa preocupação ganha ainda mais força. Depois de conquistar a redução de medidas, muitas pessoas querem aproveitar a estação com roupas mais leves, biquínis e sungas, mas percebem que emagrecer nem sempre significa alcançar a aparência corporal desejada. É nesse cenário que a bioestimulação de colágeno, associada a outros procedimentos estéticos, surge como uma estratégia para melhorar a firmeza da pele. E o momento de começar pode fazer diferença.

Segundo a médica especialista em estética Vanessa Penteado, a explicação está nas transformações que acompanham a perda de peso, especialmente quando ela é expressiva ou acontece rapidamente. A redução da gordura subcutânea diminui o volume de determinadas regiões, enquanto a pele nem sempre consegue se retrair na mesma proporção. A eventual perda de massa muscular também pode contribuir para um aspecto mais murcho. “Quando falamos dos efeitos das canetas emagrecedoras, as pessoas costumam pensar primeiro no rosto, mas não é só a face que perde volume. Os glúteos também podem ficar mais caídos, assim como o abdômen e outras regiões do corpo. A pessoa emagrece, conquista o peso que desejava, mas percebe que a pele não acompanhou essa transformação”, explica Vanessa.

Entre as regiões que mais evidenciam essas mudanças estão os glúteos. A perda de gordura pode reduzir sua projeção, enquanto a diminuição da elasticidade da pele favorece a flacidez. Mesmo pessoas que intensificaram a musculação depois de emagrecer podem perceber que a aparência da pele não acompanha os resultados conquistados na academia. “A musculação é fundamental para desenvolver e preservar a massa muscular, mas não consegue resolver sozinha todas as alterações da pele. Podemos ter uma paciente com uma musculatura bem trabalhada e, ainda assim, com flacidez nos glúteos. São estruturas diferentes, que precisam de abordagens complementares”, esclarece a médica.

Nesse cenário, os bioestimuladores de colágeno aparecem como uma das possibilidades de tratamento, estimulando gradualmente a produção da proteína responsável por parte da firmeza e sustentação da pele. Dependendo das características individuais, também podem ser associados a procedimentos de harmonização glútea e recuperação de volume. A procura, segundo Vanessa, não se restringe às mulheres. Homens que emagreceram também têm buscado alternativas para melhorar o contorno dos glúteos, sem necessariamente desejar um aumento acentuado de volume.

No abdômen, a situação é semelhante. A redução da gordura pode deixar a musculatura mais aparente, mas também evidenciar a flacidez da pele, especialmente após perdas expressivas de peso. Nesses casos, protocolos de bioestimulação e harmonização abdominal podem ser indicados para melhorar a textura, a firmeza e o contorno da região. Braços, coxas e joelhos também podem apresentar alterações, principalmente quando o emagrecimento está associado à redução natural da elasticidade da pele. “Recebemos pacientes que emagreceram, começaram a treinar e melhoraram bastante a musculatura, mas continuam incomodados com a pele da barriga. A gordura diminuiu, porém a pele ficou mais frouxa. Por isso, precisamos avaliar cada região e entender qual procedimento pode contribuir para melhorar aquele contorno”, afirma.

O tempo como aliado para o verão

Se a intenção é melhorar a aparência corporal para o verão, o planejamento precisa começar antes da estação. Diferentemente de procedimentos que promovem mudanças mais imediatas, a bioestimulação depende de uma resposta do próprio organismo. A formação e a reorganização do colágeno acontecem progressivamente, ao longo de semanas e meses, e podem exigir mais de uma sessão. “Quem pensa em melhorar a firmeza da pele para o verão precisa entender que o colágeno não é produzido de um dia para o outro. Existe um processo de estímulo e resposta do organismo. Por isso, começar agora permite planejar os procedimentos e acompanhar a evolução dos resultados até a estação”, orienta Vanessa.

Outro fator importante é o envelhecimento natural. A produção de colágeno diminui com o passar dos anos, o que pode tornar a flacidez mais perceptível após o emagrecimento. A médica observa que essa preocupação também acompanha a tendência do estilo de vida wellness, adotado por pessoas que investem em exercícios físicos, alimentação equilibrada e longevidade, mas percebem que os cuidados com a musculatura nem sempre são suficientes para preservar a firmeza da pele. “Hoje vemos mulheres de 50 ou 60 anos extremamente ativas, que treinam e cuidam da alimentação, mas o organismo continua passando por mudanças hormonais e pela redução da produção de colágeno. A musculatura pode estar muito bem trabalhada, enquanto a pele precisa de outros cuidados”, destaca.

A especialista reforça que a bioestimulação não substitui a atividade física, não recupera massa muscular perdida e não elimina grandes excessos de pele. Por isso, a indicação deve ser individualizada, considerando o grau de flacidez, as características da região e as expectativas do paciente. “Não se trata apenas de perder peso ou aumentar o volume de determinada região. O objetivo é buscar harmonia entre musculatura, pele e contorno corporal. E, quando falamos de estimular colágeno, o tempo é um aliado importante. Quem deseja perceber essa evolução no verão precisa começar a pensar nisso antes de a estação chegar”, conclui Vanessa.

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