Dados do Ministério da Saúde revelam aumento de 2.500% nos atendimentosde crianças de 10 a 14 anos com transtornos de ansiedade na última década.

Foto: Créditos Divulgação Freepik


No Brasil, o excesso do uso de telas na infância preocupa 4 em cada 10 responsáveis, de acordo com levantamento do Datafolha. Isso porque o tempo de uso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de duas horas diárias para crianças de 5 a 11 anos. Esse excesso de exposição já vem sendo associado ao aumento da ansiedade, dificuldades de sono e problemas de concentração: desafios que têm se tornado cada vez mais frequentes na infância e adolescência.


Para a educadora e autora Daniela Suniga, limitar o uso de dispositivos é essencial, mas tão importante quanto isso é oferecer alternativas saudáveis que promovam conexão real, criatividade e autoconhecimento.


“Mais do que reduzir telas, precisamos devolver às crianças o prazer do brincar. Quando elas se expressam em atividades lúdicas, fortalecem autoestima, aprendem a lidar com emoções e encontram equilíbrio interno: algo que nenhum aplicativo pode oferecer”, afirma Daniela, autora do livro A Audácia de Ser Feliz, que figura entre os mais vendidos da categoria de Não Ficção da Livraria da Vila do Iguatemi Campinas. De acordo com a educadora, quando a criança tem espaço para brincar, se expressar e ser acolhida, ela constrói autoestima, autoconhecimento e segurança que vão refletir em toda a vida adulta.


Neste cenário, a especialista lista três brincadeiras simples, que podem ser feitas em casa, na escola ou em encontros familiares, sem necessidade de grandes recursos e que são potentes ferramentas de fortalecimento emocional:


1) Meu superpoder

Objetivo: reforçar confiança e singularidade.Como fazer: Peça que cada criança desenhe ou escreva o que acredita ser seu “superpoder humano” — algo que faz bem e ajuda os outros. Exemplo: “Ser bom em ouvir, em cuidar, em alegrar os amigos… tudo isso é poder.”

2) Flor dos sentimentos

Objetivo: ampliar vocabulário emocional.Como fazer: Cada pétala representa um sentimento (alegria, medo, raiva, tristeza, amor). Peça para escreverem quando sentiram isso e o que aprenderam.
Mostre que sentir é humano — e que cada emoção ensina algo.

3) Bússola do coração:

Objetivo: conectar com a intuição e valores.Como fazer: Desenhe uma bússola e peça para escrever em cada ponto (N, S, L, O):
• N → o que guia meu coração;
• S → o que preciso deixar ir;
• L → o que quero aprender;
• O → o que me fortalece.
Finalize mostrando que a bússola interior sempre aponta para o que é verdadeiro.

Mais do que uma forma de entretenimento, as brincadeiras funcionam como ferramentas de saúde emocional: ajudam as crianças a lidar com frustrações, reconhecem conquistas, fortalecem vínculos e cultivam a confiança em si mesmas. Ao trocar o excesso de telas por atividades que estimulam a imaginação e a presença, pais e educadores oferecem não apenas momentos de diversão, mas sementes de equilíbrio e resiliência que podem acompanhar a criança por toda a vida.

Sobre o livro A Audácia de Ser Feliz
A obra de Daniela Suniga convida os leitores a refletirem sobre autenticidade, autoestima, espiritualidade prática e superação de traumas, com uma escrita leve e acessível. O livro já se consolidou como destaque entre os mais vendidos de Não Ficção e inspira pessoas a buscarem felicidade de forma consciente e verdadeira.


Sobre a autora:


Daniela Suniga é mentora, escritora, educadora e palestrante com mais de 20 anos dedicados ao desenvolvimento humano. Mestra em Educação, com formações em Administração, Marketing e Terapias Integrativas, une sólida base acadêmica à vivência prática em processos de transformação pessoal e espiritual. Criadora do podcast “Diálogos com Dani”, que ultrapassou 30 mil ouvintes no Spotify, e idealizadora do Projeto Aurora, Daniela já impactou mais de 100 pessoas com mentorias individuais e em grupo voltadas ao autoconhecimento, equilíbrio emocional e reconexão com a essência. Autora de cinco livros em coautoria, Daniela é natural de Campinas, mãe de dois filhos e apaixonada por leitura, viagens e bons diálogos, acredita que a verdadeira transformação começa com o cultivo da bússola interior — conceito que se tornou a marca registrada de seu trabalho e de sua missão de vida: ajudar pessoas a viverem com mais propósito, verdade e felicidade genuína.

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