Olá, meu povo antenado! Como vai nesse início de Outono quente? Espero que tenham tido uma Páscoa maravilhosa com seus entes queridos. É isso aí, devemos valorizar cada momento com aquele as pessoas que mais amamos. No final, perceberemos que é só isso que nos importa nessa vida. Coincidentemente isso vai ao encontro de nosso assunto da semana , “HUMANIZAÇÃO, O ASSUNTO DA MODA”. Pretendo aqui, discorrer esse assunto não só de uma forma um pouco acadêmica, mas também como uma sugestão para um ” Insight” ao leitor.
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Neste  artigo faço uma análise do surgimento da humanização no contexto histórico e cultural de nossa época no momento em que a sociedade pós-moderna passa por uma revisão de valores e atitudes. Sem aprofundar  o conceito de humanização hoje utilizado em diversas áreas em nossa sociedade, sobretudo na área da saúde e do varejo. 
Percebemos as  principais vertentes: a humanização como movimento contra a violência institucional nas diversas áreas de nossas vidas. Nessa perspectiva, humanização é o processo, fundamentado no respeito e valorização da pessoa humana, que visa à transformação da cultura institucional por meio da construção coletiva de compromissos éticos e de métodos para as ações de atenção ao cidadão. Sua essência é a aliança da competência técnica e tecnológica com a competência ética e relacional. Hoje em encontramos  discute grandes dificuldades para realizar a humanização no cotidiano da vida institucional, sobretudo na área da educação.
Embora o termo laico “humanização” possa guardar em si um traço maniqueísta, seu uso histórico o consagra como aquele que rememora movimentos de recuperação de valores humanos esquecidos ou solapados em tempos de frouxidão ética. Em nosso horizonte histórico, a humanização desponta, novamente, no momento em que a sociedade pós-moderna passa por uma revisão de valores e atitudes. Não é possível pensar a humanização no mundo atual  sem antes dar uma olhada no que acontece nas redes sociais; solidão e isolacionismo.

Relacinamento

A solidão tem gerado a necessidade de socialização. São muitas as pessoas que acreditam se relacionar com muitas pessoas, mas somente nas redes sociais. Falta o contato humano.

Os estudos apontam dados alarmantes não somente nos EUA, mas no mundo todo: as pessoas estão cada vez mais sozinhas, e isso também explica o forte crescimento da importância e da relevância das redes sociais e também do comércio eletrônico. Mas já se dizia que “a toda ação equivale uma reação na mesma proporção”. 

Vale aqui destacar o brilhante filme que concorreu ao Oscar deste ano, “Her”, do cineasta Spike Jonze, uma brutal análise e retratação dos tempos cibernéticos em que vivemos. Essa suposta solidão gera a vontade e, muitas vezes, a necessidade das pessoas serem tocadas por outras pessoas.

Numa visão panorâmica, a época da pós-modernidade se caracteriza pelo reordenamento social decorrente do capitalismo multinacional e pela globalização econômica. Desabaram os ideais utópicos, políticos, éticos e estéticos da modernidade que creditavam ao projeto iluminista a construção de um mundo melhor movido pela razão humana. As pessoas, cada vez mais descrentes da política e das ideias revolucionárias que, na prática, deram poder a governos corruptos e incapazes de promover o bem da nação, não buscaram mais seus referenciais de identificação nos grandes coletivos sociais, mas, sim, em si mesmas. Para certos autores, essa é uma das principais características do que chamam de época hipermoderna ou supermoderna a figura do excesso e da deformação notadamente ao que se refere ao “eu”.

Nessa vertente, Lasch dá aos tempos atuais o nome de Cultura Narcísica, e Debors, de Sociedade do Espetáculo ora ressaltando o individualismo, o culto ao corpo e a supervalorização dos aspectos da aparência estética, ora ressaltando o exibicionismo, a captura pela imagem e o comportamento histriônico que se realiza como espetáculo.

No campo das relações, a perda de suportes sociais e éticos, somada ao modo narcísico de ser, cria as condições para a intolerância à diferença, e o outro é visto não como parceiro ou aliado, mas como ameaça. Tal disposição, associada à rapidez e ao pouco estímulo à reflexão sobre os aspectos existenciais e morais do viver humano, faz com que a violência – que (por motivos que fogem ao alcance deste artigo) é parte do nosso cotidiano – se apresente também como modo de resolver conflitos.

No contraponto, do meio do século XX para cá, começam a se desenhar respostas para a sociedade assim estabelecida. Direitos humanos, bioética, proteção ambiental, cidadania, mais que conceitos emergentes, são práticas que vão ganhando espaço no dia-a-dia das pessoas, chamando-nos para o trabalho de construção de outra realidade.

“Humanizar o quê? Por acaso não somos humanos?” 

No sentido filosófico, humanização é um termo que encontra suas raízes no Humanismo, corrente filosófica que reconhece o valor e a dignidade do homem, este a medida de todas as coisas, considerando sua natureza, limites, interesses e potenciais. O Humanismo busca compreender o homem e criar meios de se compreender uns aos outros.

Humanizar, então, não se refere a uma progressão na escala biológica ou antropológica, o que seria totalmente absurdo, mas o reconhecimento da natureza humana em sua essência e a elaboração de acordos de cooperação, de diretrizes de conduta ética, de atitudes profissionais condizentes com valores humanos coletivamente pactuados.

Precisaremos de uma sociedade mais humanizada e educada para enfrentar todos os acontecimentos que estamos vendo: poder político e econômico, guerras, catástrofes, perda de valores. Sente-se que a interdependência deve envolver a participação consciente de toda a sociedade, nos problemas e nas soluções. Quem é responsável em preparar a sociedade para a vida mais participativa? 

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Todos nós somos responsáveis pela saúde de nosso planeta.
Esse processo é muito lento, pois a consciência depende de informação focada que gere conhecimento e, este, promova desenvolvimento sustentável nas diversas causas. 

O grande passo para uma reforma total poderá surgir da própria mídia, que cada vez mais se conscientiza da necessidade de diferenciar quem faz para melhorar de fato nossos problemas, ou quem simplesmente faz para reforçar o assistencialismo que não nos levará a lugar nenhum. Pense global e resolva com seriedade os problemas iniciando ao redor do seu próprio umbigo. 

Boa semana! Reflita sobre o tema e humanize!

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