Leia o meu artigo publicado no Jornal Terceira Visão, dia 15 de outubro,na minha coluna.

Outubro da Vida

Por Ana Geremias

                Outubro é o mês escolhido para a conscientização sobre a saúde da mulher, em especial os exames preventivos contra o câncer de mama. Nós, mulheres, sabemos o quanto é importante a prevenção. Sempre ouvimos sobre a importância do autoexame das mamas e, especialmente, a mamografia. Mas o resultado negativo da mamografia é certeza de que estamos livres de nódulos que podem causar câncer de mama? Não necessariamente e, assim, é importante sempre conversamos com nossos ginecologistas sobre este assunto.

Há casos de mulheres que possuem as chamadas mamas densas, ou seja, não há presença de gorduras nas mamas. Esta situação, via de regra, prejudica o resultado da mamografia, no que se refere a observar presença ou não de nódulos. Há casos de mulheres com mamas densas que realizam ultrassom e mamografia com resultados negativos para a presença de nódulos e, quando fazem, por exemplo, ressonância magnética, aparecem com BIRAIDS 3 ou 4.

Na mídia, não temos tantas informações sobre essas particularidades que, claro, são específicas de determinadas pessoas. Mas quando sabemos ou vivemos casos como esses, temos o dever de alertar porque um diagnóstico errado, num caso tão complexo e importante como é o câncer de mama, pode trazer consequências gravíssimas para a vida das mulheres.

Outro ponto que também precisa ser melhor analisado é o aspecto psicológico. Imaginem a seguinte situação: uma mulher realiza um ultrassom no início do ano. Resultado negativo. Repete em setembro: resultado positivo, com BIRAIDS 4. No final de setembro, novo ultrassom e, pasmem, resultado negativo. Então, realiza Mamografia e, daí, também resultado negativo. Por sorte, está nas mãos de um dos melhores mastologistas do Brasil que solicita, então, a realização de uma ressonância. Aí, aparecem 4 nódulos, 3 benignos e 1 com BIRAIDS 3. E a pergunta que fica: e se fosse seguir apenas o que as campanhas recomendam, ou seja, exame de toque e mamografia? O tempo poderia estar, neste caso, trazendo prejuízos sérios à saúde da mulher que, por um “erro” de diagnóstico, interpretaria que estivesse tudo bem.

Novamente, é importante ressaltar a importância de consultar o médico. E dialogue com ele, questione, converse, afinal é a sua saúde que está em jogo. O amor próprio e o cuidado com o nosso corpo, alinhado a um equilíbrio emocional, é fundamental para o nosso bem-estar.

Este ano, confesso, foi de muitas situações que testaram nossas emoções ao extremo. E, com certeza, o emocional interfere diretamente na saúde do nosso corpo. Equilíbrio é o ponto que devemos buscar, sempre, não nos esquecendo que somos seres humanos, passíveis de tristezas, alegrias, sofrimentos, enfim, das mais variadas sensações que a vida nos oferece.

Até a próxima semana!

 

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